​✨ EJA: ONDE A VOZ FALHADA VIRA GRITO ✨

por Roberto Brandão

​Quando a mão treme, o corpo canta;
quando a palavra falta, a mente se agiganta;
quando a memória falha, a música reconstrói;
quando a voz engasga, ouve-se o grito de herói.

​Nem o ruído de um país triste,
nem o sussurro da perseguição que insiste,
nem o estouro da boiada,
nem a escola será, para sempre maquiada.

​A EJA não é o lugar do silêncio em vão,
mas o diálogo em busca de emancipação.

 

​Educação não é favor. É direito, é reparação histórica e é, acima de tudo, revolução. Viva a resistência de cada estudante e educador da EJA! ✊

​#EducaçãoDeJovensEAdultos #EJA #PauloFreire #EducaçãoPopular #PoesiaEngajada #DermevalSaviani #DireitoÀEducação #EducaçãoParaDemocracia

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PERSEGUIDOS SIM, DERROTADOS NUNCA!

por Roberto Eduardo Albino Brandão

Sob a métrica fria da gestão “burrocrática”,

Transformam a escola em corporação.

Onde resistia a regra democrática,

Impera a lógica da submissão.

O aluno virou “cliente” ou “produto”,

O saber virou meta a bater,

E o pensar, que devia ser absoluto,

É o crime que tentam conter.

 

Querem mordaça na boca que ensina,

Querem a mente forjada no padrão.

Se a ciência desvela a ruína,

Chamam a educação crítica de “doutrinação”.

Perseguem a voz que acorda o casulo,

Vigiam o quadro, a conversa, o debate,

Tentando reduzir a zero o acúmulo

De quem contra a ignorância combate.

 

Capitão-do-mato perseguindo educador é censura.

Melhor ser educador revolucionário jogado no escanteio,

Do que ser gestor reprodutor da ditadura.

Quero ver ensinar afeto ao som de tiroteio.

 

Riscaram o teu nome da lista,

Tentaram amargar tua força docente,

Mas não se liquida a alma humanista

De quem faz da crítica a arma da gente.

Aos educadores que sofrem a mira do medo,

Que enfrentam o ódio vestindo coragem:

“O assédio sai, a trabalhadora fica” é o enredo,

Solidariedade é nossa blindagem.

 

Seguiremos em frente, de punho esquerdo cerrado,

Pois quem se educa COM o povo, jamais será derrotado.

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Acorda classe trabalhadora: estamos todos/as na mesma esteira. Qual máquina queremos estar?

Desenhei essa charge-denúncia:

As engrenagens do sistema capitalista

 A IA enviou essa:

As engrenagens do sistema capitalista

 

 Depois de algumas discussões:

 

Por fim, continuando a “brincadeira” com IA, avançamos no anúncio:

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PODE O PROFESSOR DA EJA FALAR? Dossiê sobre indícios de perseguição política (em construção)

O presente dossiê constitui um instrumento de denúncia e análise técnica acerca dos indícios de perseguição política e desvio de finalidade administrativa nos processos de interrupção da requisição do Professor Roberto Eduardo Albino Brandão junto à escolas da rede pública municipal da cidade do Rio de Janeiro. Esta compilação documental não relata apenas dois casos isolados de arbitrariedade burocrática, mas testemunha a resistência docente contra o silenciamento de construções coletivas e a imposição de modelos de gestão antidialógicos que ferem a autonomia pedagógica.

Baixe aqui a íntegra do dossiê: Dossiê_versao 13abr  (arquivo .pdf 3.56 MB)

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MÚSICA, MEMÓRIA E CONVERSA: Quando a EJA toca fundo

Tenho o imenso prazer em compartilhar esse importante livro eletrônico:

Livro musica memoria e conversa (3,17 MB)

  • Baixando o arquivo acima (em .pdf), você pode ouvir as músicas no YouTube, clicando em cima do título de cada música.
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RELATO DA PARTICIPAÇÃO DO PROF. ROBERTO BRANDÃO NA CLACSO 2025, REALIZADA NA CIDADE DE BOGOTÁ, COLÔMBIA, DE 9 A 12 DE JUNHO DE 2025

Foto: Protesto das mães que perderam seus filhos/as por conta da violência do Estado, primeiro dia da CLACSO 2025, Praça Ernesto Che Guevara – Universidad Nacional de Colombia,

O objetivo desse relato é dar satisfação a classe trabalhadora brasileira, da minha participação na X Conferência Latino-americana e Caribenha de Ciências Sociais (CLACSO 2025), a qual não tive nenhum apoio financeiro do Governo do Estado do Rio de Janeiro, tão pouco da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Trata-se do maior encontro de ciências sociais e humanidades do mundo, cujo tema central foi “Horizontes e transformações para a igualdade: Democracias, resistências, comunidades, direitos e paz”. A CLACSO 2025 reuniu mais de 15.000 participantes de diversas partes do mundo, em mais de 1500 atividades, espalhadas em 25 locais diferentes. Foi cansativo ir de um lado para o outro, tentando abraçar o máximo de conhecimento possível. Diferente de outras edições, não houve credenciamento/crachá ou fornecimento de qualquer outro tipo de material. Todas as informações estavam contidas no site oficial, o que causou certa dificuldade nos momentos em que a internet não funcionou, principalmente para administrar os deslocamentos, seja a pé ou de táxi. Por outro lado, permitiu que qualquer pessoa pudesse participar, mesmo sem inscrição no evento.

Em minha participação, além de apresentar meu trabalho: “IMPACTOS DO PROCESSO DE NEOLIBERALIZAÇÃO, NO CONTEXTO DA INSERÇÃO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E ITINERÁRIOS FORMATIVOS, NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS”, priorizei as atividades relacionadas ao eixo temático: “direito à educação, políticas públicas e alternativas pedagógicas”, mas também participei dos grupos que discutiam “Ambiente, mudança climática, transições e desenvolvimento social” e “povos indígenas”, entre os 25 eixos temáticos propostos. Como era esperado para um evento desse porte (e relevância social), foi uma experiência bastante enriquecedora, com intercâmbio acadêmico, cultural e político, com pensadores de toda América Latina e Caribe. Abaixo, um resumo das principais observações/análises críticas/aprendizados:

1. Educação pública. Colombianos relatam “agressões as escolas públicas da Colômbia” (supressão de recursos públicos, precariedade das condições de educação inclusiva, decisão de suprimir o que é público, etc.), com o propósito de debilitar a função social da escola. Nessa discussão, penso que foi consenso que nosso maior desafio hoje é impedir o avanço da privatização da educação, em especial a plataformatização da educação. Foi elogiado o sistema de controle brasileiro de custo por estudante, embora eu não tenha entendido o argumento. Fiz algumas intervenções no sentido de pensar se é possível uma luta pelo direito a educação sem uma luta anticapitalista, e percebi que não houve consenso, embora a ampla maioria avalia que não é possível. Inclusive uma brasileira fala em “capitalismo selvagem”, passando a ideia de que há um “capitalismo humanizado”, e não a essência do capitalismo que é a luta de classes.

2. Movimento sindical. Até onde acompanhei, as discussões giram entorno dos impactos do neoliberalismo, principalmente no “desfinanciamento” da educação, e consequentemente ameaça aos 60% de gastos com trabalhadores da educação. Fiz uma intervenção no sentido de pensar se é possível uma luta sindical sem uma luta anticapitalista, utilizando como exemplo o caso do atual técnico da seleção brasileira de futebol, que ganha 5,3 milhões de reais por mês. Percebi que a mesa (5 pessoas) ficou em silêncio, com exceção da representante do movimento #PorlaPública (parece ter relação com a CNTE no Brasil), a qual não só endossou a ideia de que não é possível, mas também reforçou o caráter internacionalista na busca em globalizar a luta por justiça e igualdade. Houve menções e apoio a causas importantes, como a solidariedade ao povo palestino.

3. Povos indígenas. Uma pesquisadora mexicana relata experiência exitosa de uma universidade indígena, e quanto essa instituição tem impactado a vida dos jovens XHIDZA. Por tudo que assisti, a semelhança da educação especial, tenho a impressão (empiria) de que os/as indígenas latino-americanos/as e caribenhos/as, mais de que uma educação decolonial e comprometida com os saberes tradicionais, desejam uma formação com bases em sua auto determinação, dentro dos seus próprios territórios.

4. Mudança Climática. Participei de uma mesa sobre educação ambiental crítica e conheci um biólogo colombiano, onde conversei longamente com ele sobre o contexto histórico ambientalista. Há acordo de que o limite do capitalismo é o ambiente, porém minhas impressões são de que, mesmo entre os educadores ambientais, que se dizem críticos, eles avaliam que é possível atuar nas “brechas” do sistema capital e promover “mudanças ambientais significativas”. Pontuei que a velocidade com que nossos companheiros promovem a consciência crítica da classe trabalhadora é infinitamente menor do que as decisões da classe dominante, sobretudo na carbonização do planeta. Ou seja, de que adianta investir em “teto verde”, por exemplo, para atenuar o desconforto climático, se uma simples decisão (imperialista) desacelera a luta por justiça climática mundial, e ameaça a vida planetária? A história da luta por justiça ambiental e social é a história da luta de classes. Por isso, renova-se a importância de se discutir “politicamente” esse tema nos espaços formais, informais e não formais de educação, para além das aulas de ciências e biologia.

Por fim, não foi possível participar do Painel 266: Reimaginando o futuro da esquerda na América, pertencente ao Eixo 15: Movimentos sociais, ativismo e subjetividades políticas. Porém, reproduzo aqui o texto fruto das discussões coletivas pré-CLACSO, o qual tenho concordância na denúncia, embora não explicita claramente o horizonte socialista no anúncio:

“A América Latina está em uma encruzilhada. O caminho a seguir como região (para o bem ou para o mal) não é definido, mas é disputado. Em um extremo está a opção distópica de avançar na necropolítica e a consolidação de um (narco)neoliberalismo autoritário. Por outro lado – talvez um caminho mais utópico hoje do que em qualquer outro momento – a entrada em uma segunda onda de governos progressistas, nacional-populares, de esquerda, capazes de retomar o caminho da construção da sociedade do bem viver, de viver “saboroso”, de viver com dignidade. No plano geopolítico, estamos testemunhando uma crise hegemônica que, ligada à crise do capitalismo, afunda suas raízes tão profundamente que até mesmo o casamento entre neoliberalismo e democracia representativa, antes tão frutífero, se torna cada vez mais insustentável. Como nos anos setenta, parece que hoje estamos entrando em um ciclo perverso de recessão econômica, hiperconcentração de riqueza social e cerco de democracias. As economias do Sul global o vivenciam com suas próprias particularidades. Na região, a crise e sua transição se expressam em força de trabalho precária e vidas precárias. Os processos de desindustrialização aumentam o exército de reserva, que se apresenta com tristes opções: a. tornar-se auto-explorado, integrando o grupo de trabalhadores expropriados de seu tempo por meio de plataformas digitais ou trabalho comercial ou serviços de rua; b. fazer parte do grupo explorado pelo modelo de exportação de trabalho desencarnado nos pseudo-processos de industrialização (maquilas) que chegam com grande parte do investimento estrangeiro direto; c. Tornar-se trabalhador da indústria do tráfico de drogas ou do crime organizado; d. migrar diretamente; ou, por exemplo, “simplesmente” implorando. Mas os cidadãos desta parte do mundo não ficam parados e resistem de maneiras criativas. Uma visão estruturalista e determinista diria que o sistema molda as condições de nossos povos, e é difícil fazer qualquer coisa para mudá-las. Isso é um erro. A ideologia e sua implementação política são importantes, e é provavelmente a melhor política anticíclica que a região tem. De fato, é evidente que há uma clara diferença na economia política redistributiva dependendo se o signo de governo é neoliberal ou popular-nacional. Os primeiros têm padrões de comportamento pró-cíclicos: seguindo a direção da economia mundial, reproduzem a desigualdade e concentram recursos no 1% mais rico em detrimento da grande maioria.”

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CHAPA 6 É OPOSIÇÃO DE COMBATE PELA BASE

por Roberto Eduardo Albino Brandão

Independente de partidos e governos

Chapa 6 é comunidade escolar em atividade

É a base organizada e combativa em um só plano

Chapa 6 é oposição de combate pela base

 

Com punhos esquerdos cerrados e voz que bate forte na opressão

Unidos em laços que o tempo hegemônico não consome

Seguimos na luta, rompendo a alienação

Camaradas do SEPE, bravos de nome

 

Chapa 6 é sindicato presente na vida escolar

Podemos ser meia dúzia de gatas/os abnegadas/os

Chapa 6 é vontade incansável de ser mais solar

Chamamento à unidade na diversidade comungadas/os

 

No peito arde a chama da educação com justiça social

Ombro a ombro marchamos, sem vacilar

Nos olhos, a esperança de um futuro mais leal

Por direitos e respeito, vamos lutar

 

Dentro e fora das salas de aula, na conscientização

Palestina livre, do rio ao mar

Nossa força reside na união, na ação

Construímos juntos a história popular

 

Chapa 6 é ter com quem contar

Na denúncia e no anúncio, com as armas da crítica

Chapa 6 é o SEPE no tempo de esperançar

Com a garra que move a luta política

 

Se o salário é baixo e a justiça é burguesa

A consciência de classe deve ser gigante

Cambatividade é nossa essência

Pedagogia do exemplo radiante

 

Solidariedade classista é nossa práxis didática

Passos largos em consolidação

Que a vitória seja a canção final, empática

Por um SEPE-RJ rumo ao horizonte revolução

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ACOLHENDO E SENDO ACOLHIDO PELA EJA: EM CADA ROSTO, UMA HISTÓRIA

por Roberto Eduardo Albino Brandão

 

Em cada rosto, uma história

Em cada olhar, uma canção

Guerreiras da vida, fortes, vitoriosas

Na luta, o direito a educação

 

Dedicadas, justas, perseverantes

As mestras que aprendem e ensinam com amor

Na lousa da vida, a lição constante

No livro do saber, nosso valor comum

 

Não se iluda com a aparência

A sabedoria não tem idade, gênero, cor

A mente que aprende, a alma que experiencia

Na busca do conhecimento, a verdade

 

Com serenidade, o idoso observa

Nem bobo, nem perfeccionista

Simplesmente atento, maravilhoso, verdadeiro

Para além da escolarização, a sabedoria perfeita

 

A adulta, com sua garra

Respeitosa, amiga, leal

Na voz, a experiência que narra

Com razão, a sabedoria ancestral

 

Com passos firmes, a jovem caminha

No coração, a chama da paixão

Vencedora, objetiva, nunca sozinha

Na bagagem, a certeza e a dúvida

 

Perfeccionista, orgulhosa, vívida

Na alma, a marca da luta

Revolucionária, pacifista, destemida

Na força da mulher, a conduta

 

Conquistadora de sonhos

Na educação, a arma da transformação

Com conhecimento e empenho

Constrói o futuro da nação

 

Que as escolas de EJA sejam nosso farol

A guiar cada jovem, adulto e idoso

Na busca por um futuro melhor

Onde a educação seja nosso culto

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INCONFORMAÇÃO NA FORMAÇÃO DA EJA

Conceição Evaristo ensina escreviver e a alma se rebela

Contra normas, contra o que é igual, também é literatura

Inconformidade, chama que acende, a era de Mandela

Um fogo interior que não se iguala, põe fim a escravatura

 

João Candido quebra a chibata, desafia o padrão

O almirante negro, em meio à massa, um grito de afronta

Contra o racismo estrutural, liderança política em ação

Um canto de liberdade, a revolução desponta

 

Na mente inquieta, de Nise da Silveira, a alma insurgente

Não se conforma com a psiquiatria vigente

Do tratamento mental desumano à busca de um novo horizonte

A inconformidade, um forte componente

 

Como Charles Darwin, não podemos aceitar a imposição

Romper os moldes, a tradição

A evolução clama por revolução

E a mente inquieta, por expansão

 

No capitalismo, sonhos são adormecidos e corações feridos

Mas, na EJA, sabemos conjugar o verbo esperançar

Juntos, construiremos um mundo mais unido

Onde a justiça e a paz, sempre vencerão, basta não se dobrar

 

Mais uma turma de EJA formada?

Melhor seria a turma de EJA “em formação”

Ou informada, transformada, amada

E armada (com as armas da crítica), da boa inconformação!

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A REVOLUÇÃO NOS UNE

 

 

Quando o capitalismo avança, a educação não liberta,

o trabalho adoece, não cobre todos a “coberta”

Enquanto o neoliberalismo avança, a meritocracia é naturalizada,

o identitarismo nos divide, a democracia representativa é enraizada

Quando governos atacam o público, a burguesia festeja no privado,

a justiça escolhe seu lado, o “câncer” do PL 186/2024 é aprovado

Enquanto a polícia esquece sua classe, o ataque é brutal, a desumanidade é eleita,

em nome da suposta “governabilidade” e/ou impedir o avanço da extrema direita,

vereadores mostram suas verdadeiras caras (malfeitas)

Não há paz enquanto se retrocede em direitos

Nesse contexto, não basta fazer greve, ir às manifestações, ter companheiras combativas

Não basta reivindicar o justo, ser solidário, gritar na chuva, resistir a barbaridade impositiva

É preciso manter a base organizada, denunciar a privatização, ampliar  a consciência de classe

É fundamental ser anticapitalista, defender a construção dos PPP nas escolas,

Pois vidas além do trabalho importam, democracia participativa é a nossa vitória

A revolução não demora, só a revolução mata o câncer, a gloriosa Revolução!

Avante camaradas, só a luta (unificada) muda a vida da população

Foi e é um prazer estar com vocês, no calor das bombas, na rua, na chuva, em conjunto

Se não valeu o peso da nossa categoria, valeu a leveza dos punhos (esquerdos) erguidos juntos

A luta continua, a revolução nos une!

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