PERSEGUIDOS SIM, DERROTADOS NUNCA!

por Roberto Eduardo Albino Brandão

Sob a métrica fria da gestão “burrocrática”,

Transformam a escola em corporação.

Onde resistia a regra democrática,

Impera a lógica da submissão.

O aluno virou “cliente” ou “produto”,

O saber virou meta a bater,

E o pensar, que devia ser absoluto,

É o crime que tentam conter.

 

Querem mordaça na boca que ensina,

Querem a mente forjada no padrão.

Se a ciência desvela a ruína,

Chamam a educação crítica de “doutrinação”.

Perseguem a voz que acorda o casulo,

Vigiam o quadro, a conversa, o debate,

Tentando reduzir a zero o acúmulo

De quem contra a ignorância combate.

 

Capitão-do-mato perseguindo educador é censura.

Melhor ser educador revolucionário jogado no escanteio,

Do que ser gestor reprodutor da ditadura.

Quero ver ensinar afeto ao som de tiroteio.

 

Riscaram o teu nome da lista,

Tentaram amargar tua força docente,

Mas não se liquida a alma humanista

De quem faz da crítica a arma da gente.

Aos educadores que sofrem a mira do medo,

Que enfrentam o ódio vestindo coragem:

“O assédio sai, a trabalhadora fica” é o enredo,

Solidariedade é nossa blindagem.

 

Seguiremos em frente, de punho esquerdo cerrado,

Pois quem se educa COM o povo, jamais será derrotado.

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